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INDUMENTÁRIA HISTÓRICA UTILIZADA NO RIO GRANDE DO SUL |
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Era uma terra perdida perto do nada...até que o Império despertou para a importância desse
pedaço de mundo localizado ao sul de seus domínios. A terra, a água, o gado, fatores que atraíram para o
Rio Grande do Sul, então Continente de São Pedro, os olhares de quem estava fugindo da falência dos feudos
e Guerras na Europa. Com o incentivo do Império, ficou mais fácil adentrar às terras e tomar posse, sem
restrições, daquilo que lhes deram sem conhecer. |
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CHIRIPÁ PRIMITIVO - Primeira Época (1730/1820) |
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Mas esses indígenas e Jesuítas não estavam sozinhos. Eles tiveram a perseguição de Bandeirantes vindos do
Sudeste do país, devido ao gado em excesso que estava sob a propriedade das Missões e eram comercializados em
Sorocaba (Capitania de São Paulo). |
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essa habilidade fazia dele um peão de estância eventual, o que reforçava o uso do cavalo como meio de transporte.
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| Contrapondo essa vestimenta de trabalho, o estancieiro, todo poderoso, usava apenas peças fabricadas dos puros
tecidos vindos da Europa, dando ênfase para a ceroula de crivo ou renda trabalhada, botas fortes com esporas,
calções de tecidos nobres abaixo do joelho, colete e camisa de linho, lenço no pescoço e chapéu de copa alta. |
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A mulher exagerava nos ornamentos, utilizando leque e vestido de tecido nobre, com renda flor e fita no cabelo em coque, sapato de couro, brincos, correntes com crucifixo e meias coloridas. Popularmente, esse traje é denominado de Braga. |
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CHIRIPÁ FARROUPILHA - Segunda Época (1820/1865) O cavalo é cada vez mais a força desse homem campeiro e com ele o gaúcho consegue percorrer as terras e domar todos os animais que aparecem nos campo. |
| As características do homem do campo vão mudando e é nesse período que o caráter do gaúcho vai se consolidar. Suas exigências quanto à aparência vão definir um novo perfil de homem e que passa a ter necessidade de algo mais confortável para as lides no campo, nas charqueadas e para as batalhas durante as guerras em defesa das fronteiras. O homem passa a usar o chamado Chiripá Farroupilha, semelhante a uma fralda por cima da ceroula de crivo, guaiaca, jaqueta campeira, camisa de algodão, lenço na cabeça e chapéu de copa alta. A mulher vai trajar um conjunto de saia e casaquinho, acompanhado de chale, com coque ou tranças e flores ou fitas. O sapato de couro é mais popular, o que facilita na aquisição, também as botas do peão. |
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O estancieiro, seu patrão, usava uma calça justa com botas, camisa com lenço e colete;
na cintura uma faixa e guaiaca, casaco de fino tecido e chapéu de copa alta. A mulher do estancieiro traja o vestido de fino tecido com detalhe no pescoço, o cabelo em coque, nos pés sapatos de couro ou botinhas, e flor no cabelo. A maquiagem é discreta e os brincos são grandes. Na cidade a moda mudava um pouco, pois a influência européia era muito mais sentida. A mulher usava vestidos rodados, com armação e chapéu de feltro para a proteção dos cabelos. O homem citadino usa calça reta de tecido leve, colete, camisa com lenço bem arrumado, fraque e chapéu. |
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BOMBACHA (1865/1900) O tempo passa e o homem ganha nova vestimenta com a entrada da Bombacha, calça larga usada pelos homens que lutaram na Guerra do Paraguai. O homem começa a fazer uso do casaco, camisa , lenço e botas de couro. A mulher usa saia com camisa e fita no pescoço, sapatos de couro e meias-calça coloridas. Em 1950, com a visita da Miss Distrito Federal à Porto Alegre, Paixão Cortes e seus amigos convidam suas irmãs a fazerem parte das atividades tradicionalistas, tais como assar o churrasco, declamar, bailes, canto, e outros, numa forma de recepcionar a visitante. Para tal, Paixão Cortes veste suas irmãs e as de seus amigos com vestidos criados por ele mesmo. Simples, com babados, corte godê simples e pouca armação, vai compor com uma flor no cabelo o traje criado e dado como característico do gaúcho. Inicia a participação feminina nos primeiros movimentos relacionados à perpetuação dos usos e costumes gaúchos. |
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Fotos: Evelyn Russowsky |